Amor em UTI...

Em uma noite comum, de um domingo frio de outono, ouço as músicas que fizeram parte da nossa história de amor. Leio os textos e cartas que escrevi a você,  te fazendo juras e promessas de um amor que sonhava com a eternidade. Olho o brilho de quem parece ter encontrado o amor que sempre sonhou, estampado em nossas fotos antigas. Reviro o meu baú de memórias e ainda consigo sentir as sensações e sentimentos daqueles vários momentos especiais que me proporcionou ao seu lado. Me pego sorrindo de algumas dessas lembranças, com uma saudade que só que já foi feliz um dia pode sentir.

Ainda sob efeito dessas mais belas lembranças me pergunto: onde nos perdemos?
Em que momento o brilho nos olhos e o sorriso de alegria deu lugar a tristeza e ao peso da rotina de uma simples relação?
Quando deixamos de fazer amor e passamos apenas a ter relações sexuais em busca de um prazer pessoal?
Como é possível de onde fluíam com leveza e naturalidade os mais diversos temas de conversa ter dado lugar há um silêncio massacrante?
Busco entender se perdemos a ânsia de conhecer e desvendar o outro ou se simplesmente nos decepcionamos com o que conhecemos?
Pergunto-me como podemos parecer dois completos estranhos cohabitando,  onde um dia parecíamos almas gêmeas?
Questiono-me se nos perdemos por consequência do desgaste de pequenas brigas ou porque o amor decidiu nos abandonar ?

Indago-me incansavelmente buscando diagnosticar e encontrar um remédio para curar essa relação que parece estar em fase terminal...

...Não consegui encontrar um remédio, não achei uma solução mágica ou uma máquina do tempo , mas como diz uma frase que gosto muito: Enquanto há vida, há esperança. Enquanto estou procurando por uma cura, é sinal de que o amor não morreu.

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