"Como eu era antes de você" - E minha visão crítica do filme.

A primeira vez que assisti ao trailer de “Como Eu Era Antes de Você”, tive a incrível sensação de que este filme era similiar ou até superior a produção e roteiro de " A culpa é das estrelas", já que na minha opinião é um dos melhores romances atuais.

Como personagens principais temos a linda Emilia Clarke, que interpreta a Louisa, ou "Lou", dona de uma espontaneidade única e um sorriso encantador. Cheia de vida e com um estilo criativo e ao mesmo tempo exótico de roupas, ela mora com sua família em uma pequena cidade que não lhe apresenta possibilidades de crescimento ou diversão.

O Sam Claflin, interpreta o William, dono de um sorriso apaixonante mas que após sofrer um acidente sendo atropelado por uma moto em que o deixou paralisado, se vê congelado no tempo, pensando em tudo que já viveu e que jamais poderá viver novamente.

Após Lou ser demitida de seu emprego, uma nova oportunidade aparece, ela vai trabalhar como cuidadora do William, já que sua família depende financeiramente dela, mas com o tempo percebe que sua função na casa de William está bem acima de fazer - lhes simples chás ou apenas acompanha-lo, sua função é fazer com que ele se apaixone pela vida novamente.

Com o decorrer do filme entendemos que William deu a possibilidade de seus pais passarem seis meses com ele antes que ele pratique a eutanásia. Lou, observadora descobre o plano de William e decide mostrar a ele que há possibilidade de ter uma vida saudável e produtiva mesmo com a paralisia.  Estuda, lê livros, procura na Internet e traça um plano: cria um cronograma com vários eventos que possam trazer em William um sentimento diferente, que possa disperta-lo.

William vai a hípica e concerto de música clássica, o que o faz sorrir, mas não altera seus planos. Como última alternativa, Lou planeja a viagem para um lugar paradisíaco (Fodastico por sinal), em que eles ficam no  mesmo quarto e vivem momentos de muita sedução, chegam até a dar os primeiros Beijos, mas não passam disso. 

Se você quer ir ao cinema mais próximo esperando um final feliz ou um romance de tirar o fôlego, reconsidere. Lou não está apaixonada pelo William,  ela é apaixonada pela vida,  e se sente responsável por fazer com que William não se entregue ao sentimento de impotência. Porém, assim como você, eu e outras pessoas espalhadas pelo mundo, Louisa Clark passou pelo mesma crise e, por um momento, não foi capaz de se colocar no lugar de Will e respeitar sua decisão. Não por maldade ou egocentrismo, mas por estar tão preocupada em ser boa o suficiente para alguém enquanto não era boa pra ela mesma.

Lou vê seus projetos frustadas quando William confessa a ela que praticará a eutanásia mesmo depois das últimas experiências vividas.  Lou se vê completamente perdida, sem saber o que fazer para que ele volte a amar a vida e entende, depois de um tempo, que a única pessoa responsável pela sua vida é ela mesma, ninguém por mais amor que possa sentir pode interferir nas escolhas do outro, mesmo quando acredita que elas são prejudiciais.

Will não se entregou a pressão que sua mãe fez ou as tentativas de Lou de convence lo de que a vida ainda poderia ser prazerosa, se manteve firme e morreu como havia planejado. A felicidade depende única e exclusivamente de você mesmo, Will não poderia nunca mais fazer ou viver as aventuras que sempre foi apaixonado, seria como manter um pássaro preso enquanto observa os outros voarem, seria uma tortura. William morre no final, mas me deixa com a sensação que este tema poderia ter sido abordado de forma mais profunda, por tamanha complexidade que o assunto tem e assim ter se tornado um filme inesquecível.

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